segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Sadness




O meu rosto, gelado e cansado... A minha alma petreficada de medo...não te quero... O sofrimento louco e sadio que penetra em mim por tua causa, tristeza maldita. Larga-me, vai-te daqui... Não te desejo! Entranhas-te estranhamente, matas-me de calafrios e dormência, consomes a alma, lavas-me o olhar... Tiras-me tudo. E eu, frágil ser que sou, deixo-me ir na esperança de conseguir viver contigo, na expctativa de me fazeres crescer... Mas revela-se o medo e a inocência, os meus fracassos de personalidade...esses laços que me ligam a ti. Pensamentos crueis, devaneios...tudo ocorre em mim aquando da tua chegada... Vens sorrateiramente com todo o tempo que o mundo tem e que te dá, espetas-me as tuas garras, amarras-me prazeirosamente, como uma aranha prende a presa na teia... Enleias-me e levas-me ao extremo da escuridão de um Ego intrínseco que não desejo... Oh, quando tu me abraças... noites, dias, momentos de desequilíbrio que jazem nas profundezas de uma alma, que de branca e pura se torna triste e escura.


A neblina que crias à minha volta é a mais temida do meu ser por me obstruír o caminho, gerando em mim uma criatura que conheço e que por isso odeio... Odeio-me contigo... Sinto-me desfalecer, caír aos poucos quando estás junto a mim... sinto-me fraca, preciso da tua outra face, preciso do meu canto, de um ombro de conforto, de um pedaço de papel onde possa depositar todos os gemidos e soluços que me fazes emitir... Só assim acalmo a minha dor e provoco a tua morte!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Inconstante

Por vezes penso onde estou. E chego sempre à conclusão, que nem onde estou eu sou, aquilo que me diz o coração...

Ode à Vida


Vem, oh Vida, Musa de todos os sonhos, Destino de todos os seres, Palavra da alegria sentida;Alma dos meus quereres... Chegaste a mim com poder;O poder que me consome... Que vai consumindo o meu viver,
Este viver que nunca dorme... que fica dentro de mim,
Até eu morrer! Vem, oh Vida, Com o som dos teus gritos, Com a fúria de entrares em mim... Vem comigo a todo o lado, Fica aqui no meu regaço... Jamais te porei um fim. Mostra-me o caminho do bem, Corre comigo sem desdém... Não me deixes tão depressa... Não me dês o silêncio da morte, Dá-me antes a fala da Vida... Deixa-me viver-te, oh querida!!! Vem ter comigo, oh Vida, E dá-me as asas do teu anjo... Tens a minha alma destemida, És todo o meu canto, A cura para os meus males; Por isso não passes por mim despercebida...Por favor fala, não te cales, Porque tu és minha, oh Vida!!